domingo, 8 de novembro de 2009

Arthur e os Minimoys (Arthur et les Minimoys)


Numa mistura de animação e live-action numa dose muito cuidadosa, Arthur e os Minimoys agrada e encanta profundamente tanto as crianças quanto os adultos. Com uma dose de romance, muito humor e aventura de sobra, o filme também agrada não só as mais variadas idades mas também os mais diversos gostos.
Arthur(Freddie Highmore) é um garoto de 10 anos muito aventureiro. Que encara uma aventura, seguindo as pistas deixadas por seu avô, Archibald(Ron Crawford) rumo à terra dos Minimoys, um povo em miniatura que vive debaixo de seu jardim, para tentar encontrar um tesouro que seu avô escondeu e que poderia salvar a casa de sua avó(Mia Farrel). Em sua aventura ele conhece Beta(Cartman) e sua irmã, a princesa Selenia(Milènne Farmer), com quem tem uma historinha de amor.
Neste filme Freddie Highmore prova mais uma vez todo o seu talento, e mostra que veio para ficar no cenário cinematográfico. Um outro ponto que também me impressionou muito foi a qualidade da animação, que está além do que se esperaria de um filme francês, está além até mesmo de muitos dos grandiosos filmes norte-americanos. Os personagens são muito vívidos e sua mobilidade é muito realista, além dos belíssimos cenários, grandiosos e cheios de detalhes, um espetáculo à parte.

sábado, 7 de novembro de 2009

Coração de Tinta - O Livro Mágico (Inkhearth)


Apesar de atrair com um pôster meio psicodélico, com um trailer cheio de emoções e com nomes como Brendan Fraser e Andy Serkins, Coração de Tinta é um filme que decepciona quem o assistir.
O filme conta a história de Mo Folchard(Brendam Fraser) e de sua filha Meggie(Eliza Bennett), que tem um poder especial. Eles podem dar vida a qualquer personagem dos livros, basta ler sua descrição em voz alta. Mas eles acabam libertando um perigoso vilão, Capricórnio(Andy Serkins), que  pretende utilizar seus poderes para trazer à vida seu aliado mais perigoso, o Sombra.
O filme tem um roteiro realmente bom, com lances de muita emoção e alguns muito empolgantes.
Mas a pior decepção do filme é seu final. Durante o filme um pensamento que passou muito pela minha cabeça foi: "Ah, eu com um poder desses poderia fazer qualquer coisa, só ia precisar de caneta e papel..." E é exatamente isto o que acontece! No fim Meggie pega uma caneta e começa a escrever no próprio braço! O fim é muito previsível, e como sabemos, o final pode estragar todo o trabalho feito.
Outro ponto negativo refere-se ao título nacional. Se eles tivessem mantido o título Coração de Tinta(tradução literal do título original) estaria tudo certo, já que este é também o título do livro de onde saíram os principais personagens, Capricórnio, Sombra e Dedo-Empoeirado(Paul Bettany), mas a equipe de divulgação ainda adicionou um segundo título, O Livro Mágico. Assim dá a impressão que a magia está no livro, e este é um ponto que o roteiro faz muita questão de derrubar, já que Meggie dá vida a Totó e outros personagens de O Mágico de Oz.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Besouro


Besouro narra a história do maior de todos os capoeiristas, Besouro(Aílton Carmo), que após a morte de seu mentor, Mestre Alípio(Macalé), é incumbido da missão de defender os direitos de seu povo, que já em 1924 ainda eram tratados como escravos.
O filme é um dos primeiros(senão o primeiríssimo) filmes ação produzidos pelo cinema nacional. Além de ser o primeiro a mostrar a capoeira como arte marcial, ponto que é muito bem explorado e desenvolvido no filme. As sequências de lutas são muito boas e empolgantes, sendo utilizada a mesma estética que é dada aos filme de Kung-Fu. Talvez a excessão seja a cena em que Dinorá(Jéssica Barbosa) bate no Coronel Venâncio(Flávio Rocha). As cenas de ação foram coreografadas e dirigidas pelo meosmo coreógrafo de O Tigre e O Dragão e Kill Bill, Hen Chiu Ku, conhecido como "Dee Dee".
A grande especulação feita sobre a qualidade do filme, já que as pessoas não estão acostumadas a ver filmes nacionais com esta estética de ação, mostrou-se não ter fundamento, já que o filme é de altíssima qualidade, e diria até que não perde em nada para os filmes extrangeiros.
Besouro é sem dúvida um marco para o cinema nacional. Que evoluiu rumo ao estilo ação com Tropa de Elite, mas ficou muito próximo do thriller, sem explorar a ação que o filme poderia proporcionar. E Besouro já fugiu um pouco do estilo thriller e manteve mais na ação, sem explorar os pontos do roteiro que poderiam amarrar mais a história e dar o fundo corrido de thriller que teria feito com que ele ficasse perfeito.
Afora isso só tenho elogio a dar a Besouro, produção baiana que levou 4 anos para ser produzida, mais dois meses para ser filmado e figura como o filme nacional mais caro do ano. Agora é só ficar de olho e esperar os prêmios chegarem.

domingo, 25 de outubro de 2009

G.I. Joe - A Origem de Cobra (G.I. Joe - The Rise of Cobra)

Melhor filme de ação do ano. Sem sombra de dúvida. G.I. Joe tem sequências de ação antológicas e muito longas. Não fossem alguns erros cometidos e este poderia ser não o melhor filme de ação mas o melhor filme do ano.
O filme narra a história de Duke(Channing Tatum) e de Ripcord(Marlon Wayans), soldados do exército americano que após uma emboscada são resgatados e levados para o quartel general do G.I. Joe, uma organização secreta formada pelas maiores instituições militares do mundo.
Como um bom filme de ação, G.I. Joe não é muito focado em roteiro, mas ainda assim seu roteiro aoresenta uns lances e personagens extremamente intrigantes, como Zartan(Arnold Vosloo), ele só aparece em algumas cenas, mas é ponto chave para o desenvolvimento do filme, sua presença intriga aos espectadores que se perguntam quem ele é e como ele acabou entrando para a organização M.A.R.S. e como conseguiu ter um papel tão importante no plano de James McCullen(Christopher Eccleston). Há também a figura de Snake Eyes(Ray Park), este personagem não tem uma única fala durante todo o filme, mas é o mais habilidoso e confiável Joe da Equipe Alpha, desfilando com sua espada e sua roupa ninja, que ao contrario dos outros Joes, não tem nenhuma tecnologia, sua habilidade não é aumentada nem influenciada por nenhuma tecnologia, é tudo dele mesmo, impressionante!!!
Com tudo isto o filme poderia ser o melhor do ano, sem dúvida, mas, como já falei antes, há alguns erros que  poderiam ser evitados e que estragaram o conjunto geral da obra. A cena em que os Joes perseguem Storm Shadow(Lee-Byung Hun) e a Baronesa(Sienna Miller) em Paris é realmente antológica. Duke e Rip correndo atrás do Hammer com suas roupas tecnológicas, Snake Eyes no teto do Hammer dando uma de Homem-Aranha, o único problema é a presença de Scarlett(Rachel Nichols) na moto, ele está muito falsa, ficou claro que ela foi feita totalmente em computação gráfica. A sequencia final de ação é meio feia também, aliás toda a sequencia onde Duke e a Baronesa perseguem o Sr. McCullen e Rex(Joseph Gordon-Levitt) no túnel de gelo é muito feia. è o que se diz, cenas com água tem de ser feitas com água, senão fica falsa.
Ah, e a Paramount definitivamente precisa de uma nova equipe de publicidade, por que eles fizeram com que o trailer, que é a principal propaganda de um filme, ficasse horroroso e eles tem um astro do porte de Brendam Fraser, que faz uma participação rápida como o Sgt. Stone, e nem dizem isso em nenhum trailer, poster nem nos créditos do filme. ABSURDO!!!

Hancock


Existem heróis, existem super-heróis e existe... Hancock!
John Hancock(Will Smith) é um cara super-poderoso, sem memória, sem família e odiado por toda a cidade. Na verdade ele também provoca, é muito atrapalhado e não está nem aí para as pessoas. Mas sua história muda quando ele conhece Ray Embrey(Jason Bateman), um acessor de imprensa que decide mudar sua imagem.
Hancock é um filme que tem muitas cenas engraçadas, mas tem também muitos lances de drama, que dão muita emoção ao filme.
Em termos gerais Hancock é um filme muito bom, basicamente tem uns efeitos especiais muito bons, mas o enredo não é mito elaborado e tem uma cena onde Hancock luta contra Mary Embrey(Charlize Theron), que também tem super-poderes. Esta cena definitivamente é a pior do filme, não agradou nem a mim nem a nenhuma das pessoas com quem conversei sobre o filme. Ela é muito falsa, e alguns lances, como quando Hancock e Mary lutam no guindaste, são muito confusos. Fora toda esta sequência, o filme merece muito crédito e vale a pena ser assistido. Principalmente pelas atuações de Will Smith e Jason Bateman, que são os destaques do filme. Nas cenas onde o drama está presente estes dois atores mostram todo o seu repertório e levam emoção a todos os espectadores.

Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking)


PRÊMIOS:
INDEPENDENT SPIRIT AWARDS: Melhor Roteiro

Muito engraçado, e inteligente, Obrigado por Fumar encanta a todos os que o virem logo de cara..
O filme conta a história de Nick Naylor(Aaron Eckhart), um lobista da indústria de cigarros a quem cabe defender o uso destes produtos quando todo o mundo está contra ele.
Nick Naylor é apresentado como uma espécie de gênio das palavras, conseguindo convencer qualquer pessoa a fazer qualquer coisa. Como ele mesmo descreve no início do filme: "Sabe o cara que conquista qualquer garota? Sou eu! E muito melhor!"
O engraçado é ver seu filho, Joey(Cameron Bright), seguindo seu caminho e tornando-se um manipuladorzinho inveterado.
Eu realmente recomendo. Fiquei até quase 4 da manhã acompanhando este filma na madrugada da Globo, e realmente valeu a pena.
Quando assisti este filme fiquei tão envolvido na atuação inspirada de Aaron Eckhart, qeu saí pensadno que era capaz de fazer qualquer coisa, de manipular qualquer um.
Mas crianças, não tentem fazer isso em casa...

sábado, 17 de outubro de 2009

Abril Despedaçado


Abril Despedaçado figura como um dos dramas mais belos que o cinema brasileiro já produziu.
Todos os atores do elenco vivem essa história como se estivessem contando suas próprias vidas, com muita intensidade e emoção.
A história se passa em 1910 no sertão brasileiro. Duas famílias estão em guerra por terras, e Tonho(Rodrigo Santoro) tem de vingar a morte de seu irmão. E depois se vê jurado de morte pela outra família.
Assim, para aproveitar um pouco de seus últimos dias que ainda lhe restam ele sai de casa para conhecer um pouco do mundo que nunca vira.
A linguagem do filme é realmente lindíssima. A maneira como a vida triste e repetitiva dos Breves é tradada é algo que deve ser muito elogiado e que certamente emociona.
O filme traz muitos grandes nomes, como Rodrigo Santoro, Vagner Moura, José Dumont e Luiz Carlos Vasconcelos.
Mas o filme não tem só melancolia ou tristeza, também hhá umas cenas muito engraçadas, como a chegada de Salustiano(Luis Carlos Vaconcelos) e Clara(Flavia Marco Antonio) em Riacho das Almas, e encontram o Menino(Ravi Lacerda) e ele lhes diz que não tem nome, que todos chamam ele de menino mesmo.
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